sexta-feira, 6 de abril de 2012

O recrutamento de trabalhadores com falsas propostas de trabalho

Face ao elevado desemprego que se regista em Portugal, muitos portugueses estão a ser aliciados por falsas propostas de trabalho vindas do estrangeiro por parte de redes mafiosas de recrutamento de trabalhadores. 
Infelizmente, muitos portugueses com a promessa de trabalho com boas condições aceitam deixar o país e rumar ao estrangeiro, mas assim que chegam ao destino, são explorados e ficam a viver em péssimas condições, chegando em alguns casos a não serem remunerados pelo trabalho prestado. 

Sendo, o sector da construção civil, muito vulnerável a este fenómeno, o sindicato da construção civil em parceria com o Governo lançou uma campanha contra o recrutamento de trabalhadores por redes mafiosas, cujo objectivo é alertar quem trabalha na construção civil para os perigos das propostas vindas do estrangeiro.

A campanha terá mais incidência nas regiões onde há mais trabalhadores a quererem ir para o estrangeiro: Amarante, Baião, Cinfães, Marco de Canaveses e Penafiel.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Um retrato da violência doméstica em Portugal


No ano de 2011, foram apresentadas 25.216 queixas pela prática do crime de violência doméstica, mas apenas 121 agressores foram presos. Todos os agressores são homens e com idades superiores a 21 anos.
Apesar do crime de violência doméstica ser punível com pena de prisão de um a cinco anos, os tribunais, na maioria dos casos, optam pela condenação a pena suspensa.
A não valorização do testemunho da vitima, a falta de provas/evidências e falta de formação dos magistrados para a área da violência de género são algumas razões que podem ajudar a explicar estes números.

O problema central na minha opinião centra-se na mentalidade machista que perdura na sociedade. As pessoas só ficarão sensibilizadas para o drama da violência doméstica, quando mudarem de mentalidade.

O problema da falta de formação dos magistrados está prestes a ser solucionado com a assinatura de um protocolo de formação para magistrados sobre a aplicação da lei em casos de violência doméstica e tráfico de seres humanos entre o Centro de Estudos Judiciários e a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

Os dados provisórios de 2011 indicam que há a lamentar a morte de 23 mulheres que foram vitimas às mãos dos maridos, namorados ou companheiros.

A rede de apoio às vitimas de violência doméstica é ainda insuficiente e a resposta local revela muitas falhas porque a rede de apoio não cobre todo o território nacional, porque não há uma coordenação de todas as estruturas que prestam apoio às vitimas e porque ainda há muitos profissionais que lidam com esta realidade que não estão devidamente formados nem preparados.


   

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O fenómeno do Stalking ou do assédio persistente

O stalking ou o assédio persistente como é conhecido em Portugal caracteriza-se por uma perseguição obecessiva, permanente da vitima em que é invadida a sua propriedade, violada a sua privacidade e é injuriada.
As vitimas são de tal forma denegridas que ficam vistas pelos outros como se fossem as más das fita. 
O stalking pode assumir variadas formas, como telefonar frequentemente, perseguir, filmar, enviar mensagens, ameaçar, agredir fisicamente, enviar presentes ou vigiar ou mandar vigiar alguém.
Este fenómeno que causa danos físicos e psicológicos faz com que as vitimas "não tenham paz", levando-as a refugiarem-se em casa e a isolarem-se do mundo que as rodeia.
O agressor, o "stalker" ataca em regra primeiro a vitima, o seu alvo principal, mas se não conseguir ataca as pessoas mais próximas como amigos, familiares ou conhecidos.
O assédio persistente transforma a vida das vitimas num autêntico inferno que para se livrarem dele são obrigadas a mudar de estilo de vida ou de local de residência.
Em muitos casos, o stalking chega-se a confundir com a violência doméstica, uma vez que a maioria dos casos ocorre num contexto amoroso ou afectivo.
O agressor (stalker) é quase sempre homem, na maior parte das vezes conhecido ou ex-parceiro da vítima.
O primeiro estudo realizado em Portugal pela Universidade do Minho  indica que quase 20% dos portugueses já foi vitima de stalking, sendo que nas mulheres, o número chega aos 25%.

stalking pode também traduzir-se na perseguição de famosos por parte de fãs, como aconteceu com o cantor António Manuel Ribeiro, vocalista dos UHF, cujo caso foi o primeiro a chegar a tribunal, tendo a fã sido condenada a dois anos de prisão, com pena suspensa, por dois crimes de ameaça agravada, dois crimes de perturbação da vida privada e um crime de injúria.

Contrariamente ao que acontece em países com a Alemanha, a Áustria, a Bélgica, a Dinamarca, a Holanda, a Irlanda, a Itália, Malta e o Reino Unido, em Portugal a prática do stalking ou do assédio persistente não é crime.

Há sem dúvida uma necessidade de criar legislação especifica para este fenómeno.

Para as vitimas, "os traumas que sofrem acompanham toda a vida" e que "quando se sai de uma situação destas, a auto-estima fica abaixo de zero".




  

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Petição "Por uma maior protecção dos idosos"

Ajudem-nos a combater a solidão em que vivem muitos idosos
Vamos dar-lhes uma vida mais feliz e mais solidária...
Assinem esta petição para que a Assembleia da República crie uma comissão nacional para a protecção da terceira idade que faça mais e melhor pelos idosos que merecem todo o respeito, atenção e carinho.

Graças à solidariedade de muitos portugueses, já alcançamos mais de 4900 assinaturas.

Colaborem nesta causa, pois um dia também nós seremos idosos e gostaríamos de ser bem tratados e de estar na companhia de quem mais gostamos.





Se desejar ainda pode assinar a petição em http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N19925




domingo, 30 de outubro de 2011

Marcha Contra a Violência Doméstica - Porto - 08.10.2011



No passado dia 8 de Outubro de 2011, realizou-se no Porto, uma marcha contra a violência doméstica.
A iniciativa pretendia manifestar o apoio e a solidariedade para com todas as vitimas e sensibilizar a sociedade para a necessidade de denúncia dos casos de violência doméstica como um meio de proteger a integridade física e a vida das vitimas e impedir que os casos atinjam uma situação extrema em que a vida é colocada em perigo.
A marcha foi organizada no período de um mês e meio e contou com a colaboração de várias entidades, associações e pessoas, a quem agradeço toda a colaboração e todo o apoio.
Um agradecimento especial à Associação Nacional das Empresárias (ANE), ao Núcleo de Estudantes Socialistas da FPCEUP (NES-FPCEUP),  à Associação Portuguesa de Apoio à Vitima (APAV), ao Nucleo de Criminologia da UFP, à Juventude Socialista do Porto e à União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).
Deixo uma palavra de apreço e de agradecimento ao Comando Metropolitano da PSP, que se associou à causa, enviando um dispositivo adequado a garantir a segurança da marcha.
A todos os elementos destacados para a marcha, o meu muito obrigado pela disponibilidade, atenção e simpatia.

Relativamente à marcha, esperava-se uma maior adesão, mas o facto de termos tido cerca de uma centena de pessoas é algo de que nos temos de orgulhar.
Durante o percurso, houve uma acção de sensibilização junto dos automobilistas que se encontravam parados no trânsito e junto das pessoas que andavam na rua, principalmente na zona de Santa Catarina.
A marcha terminou na Praça Dom João I, onde decorreu imediatamente a seguir a conferência sobre a violência doméstica que contou com a participação da Dra Carla Ferreira em representação da APAV, da Dra Clara Sottomayor, docente da UCP e presidente da Associação Projecto Criar, do Dr Cristiano Nogueira, presidente do Núcleo de Criminologia da UFP, da Dra Isabel Martins, presidente da ANE e da Andréa da Costa, coordenadora do NES-FPCEUP e ao Dr. António Américo Salema. No geral, abordaram a violência doméstica nas várias vertentes.
Os oradores convidados presentearam-nos com excelentes intervenções acerca desta temática.

Esta foi a 1ª iniciativa do género e fica prometido que outras se irão realizar em breve. Não podemos baixar os braços. Temos de continuar a sensibilizar a sociedade para este drama que afecta todos os anos milhares de portugueses.

A violência doméstica não escolhe idade nem sexo... e afecta todos os estratos da sociedade.

A todos os que participaram e a todos os que de alguma forma contribuíram para a realização do evento, muito obrigado/a e um grande bem-haja.



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Investigação do caso Rei Gnob

Hoje apresento uma investigação sobre o caso do rei Gnob. 


Tânia Ramos – 1ª desaparecida em Junho de 2008 – 27 anos – namorada do Ivo Delgado          
Ivo Delgado – 2º desaparecido em Julho de 2008 – 22 anos
Joana Correia – 3ª desaparecida em Março de 2010 – 16 anos (menor de idade)

A investigação da Policia Judiciária foi para o terreno em Março de 2010, pelo facto dos dois primeiros desaparecidos serem maiores de idade e supostamente terem desaparecido de casa por vontade própria, pois os pais receberam mensagens a dizer que os respectivos filhos se encontravam em Espanha e França a trabalhar e que estavam bem.

No terceiro desaparecimento, a situação foi diferente, porque desde logo, a jovem em causa era menor de idade e já era coincidência a mais ser a terceira pessoa a desaparecer na mesma área num espaço de dois anos. Os pais suspeitaram que não estavam perante um simples desaparecimento, porque a escrita utilizada nas mensagens enviadas alguns dias depois do seu desaparecimento não correspondia à escrita da filha. De imediato participaram o desaparecimento à polícia.

O suspeito, de seu nome Francisco Leitão tem 42 anos, é uma pessoa excêntrica e esotérica mas tida pelos vizinhos como pacata e prestável, sempre pronto a ajudar os outros. Encontra-se divorciado e tem uma filha de 4 anos. Vive na região da Carqueja, concelho da Lourinha, numa casa que aparenta ser um palácio. Todas as entradas e saídas são vigiadas por 6 câmaras de vigilância. Sucateiro de profissão, negócio este herdado pelo pai. Desloca-se com frequência a Espanha. Na Carqueja, é conhecido por Chiquinho. É um amante da Internet, onde passa horas a fio a colocar os vídeos da sua autoria onde contrasta a sua excentricidade com o seu dia-a-dia. Tem cadastro por fraude fiscal e fuga ao fisco na ordem de um milhão de euros. Já foi inquirido anteriormente pela Policia Judiciária num caso de pedofilia e num outro de incêndio urbano. Faz-se acompanhar sempre de jovens e inclusive leva-os a discotecas e outros espaços de diversão nocturna. Apelida-se “Rei dos Gnomos” e “ Filho de Lúcifer”. Diz ser capaz de prever o fim do mundo e desafiar as leis da Natureza. O suspeito mora a 20 km de distância da Joana Correia, última jovem a desaparecer.

O motivo para os crimes foi passional. Pelo que se terá averiguado, o suspeito tem orientação homossexual. Gostava do Ivo Delgado que por sua vez, namorava com Tânia Ramos e ciúmes terão levado a fazer desaparecer e posteriormente assassinado a Tânia Ramos (desaparecida desde Junho de 2008) e posteriormente Ivo Delgado (desaparecido desde Julho de 2008).

Quanto, à terceira jovem desaparecida não é possível até ao momento esboçar a cronologia dos factos.
Sabe-se apenas que conheceu o suspeito, Francisco Leitão por intermédio de uma amiga, Ana Silva. No dia do desaparecimento, o suspeito foi busca-la a casa e disse-lhe que a tinha ido buscar para ela fazer uma surpresa ao seu suposto namorado. Desde então, desapareceu sem deixar rasto.

O suspeito fez uma grande encenação: ao ponto de enviar mensagens dos telemóveis das vítimas para os familiares a dizer que estava tudo bem e que o Ivo encontrava-se em Espanha a trabalhar no negócio da sucata do Francisco Leitão e que a Joana se encontrava em França a trabalhar num bar. As mensagens encobriram o desaparecimento. O suspeito esteve na casa das vítimas alguns dias depois de elas terem desaparecido para “auxiliar” nas buscas.
O suspeito foi durante dois anos buscar comida e dinheiro à casa dos familiares dos desaparecidos para levar supostamente às vítimas a trabalhar no estrangeiro. Nunca os familiares conseguiram falar com o Ivo que trabalhava em Espanha, porque a investigação policial aponta no sentido do Ivo já ter sido assassinado nessa altura e para não levantar suspeitas, levou um tio a Espanha para ver o sobrinho, mas chegando a uma rotunda disse e passo a citar:” Olha, já não vai ser possível ver o Ivo, ele passou agora mesmo naquela carrinha, tu não o viste, mas ele viu-te a ti”.    
Testemunhas ouvidas pela Policia Judiciária disseram ter visto Joana Correia a entrar no carro do Francisco Leitão na noite do desaparecimento. As mesmas testemunhas revelaram ainda que o carro nessa noite estava cheio de jovens.

Relativamente aos corpos dos três desaparecidos, não foram encontrados até ao momento. Nas buscas feitas pela Policia Cientifica na casa do suspeito, não foram encontrados vestígios da presença dos corpos. A investigação segue a linha que indica que o suspeito assassinou as três pessoas e muito provavelmente terá ocultado os cadáveres por esquartejamento ou terá enterrado as vítimas.
Durante o interrogatório da PJ (20/07/2010), o suspeito remeteu-se ao silêncio durante mais de cinco horas, optando pela estratégia de não falar. Já no Tribunal de Torres Vedras (21/07/2010), pediu um advogado oficioso e aconselhado pelo advogado começou a falar perante o juiz de instrução criminal que o começou a ouvir a partir das 18.00 e que suspendeu o interrogatório por volta das 20.45.
Continuou a ser ouvido no dia seguinte durante uma hora e meia. Terminado o interrogatório e por volta das 15:00, o juiz anunciou a medida de coacção já esperada: prisão preventiva.   

O suspeito deu informações contraditórias ao juiz de instrução criminal e não deu nenhuma informação sobre o local onde terá enterrado as três vítimas.
A prioridade da Policia Judiciária é encontrar os corpos das vítimas, mas para isso têm de descobrir o local onde os corpos foram enterrados.
Em curso, esteve uma inspecção à casa do suspeito e seus arredores para tentar descobrir vestígios da presença dos corpos. A casa é composta por inúmeros armazéns de pequenas dimensões, montes de lixo e entulho e animais que andam livremente na propriedade, circunstâncias que dificultaram o trabalho dos investigadores.
A investigação centrou-se no triângulo: Torres Vedras – Peniche – Lourinhã
Nos arredores do palácio, a PJ já passou a pente fino um pinhal que se localiza nas proximidades, mas não foram encontrados quaisquer vestígios.

A PJ admitiu a possibilidade de haver mais vítimas ligadas ao suspeito em anos transactos, ao longo dos últimos dez anos.
Para verificar a existência de mais vítimas ou não, a PJ investigou todas as pessoas desaparecidas na mesma área. Infelizmente as suspeitas confirmaram-se. As investigações policiais apontam para a existência de mais três vítimas alegadamente assassinadas pelo suspeito. Trata-se de um idoso conhecido por "Pisa-Lagartos" que desapareceu sem deixar rasto em 1995 e de dois jovens que habitualmente frequentavam o castelo e que também nunca mais foram vistos. Relativamente ao caso do idoso, aquando do seu desaparecimento, o tribunal declarou a sua morte presumida.

Peniche é neste momento um dos locais onde decorrem diligências, por causa de um vídeo colocado na Internet pelo suspeito, gravado num cemitério, em que o suspeito está a dançar em cima de uma jazigo e poderá ter sido o local onde as vitimas depois de assassinadas foram enterradas. Por via das dúvidas, o jazigo onde se encontra sepultada a mãe do suspeito, foi alvo de inspecção por parte da Policia Judiciária por causa de uma pedra de mármore partida num dos cantos e suposta movimentação do tampo do jazigo em causa., mas não foi encontrada nenhuma pista.

De qualquer forma, a PJ avançou que durante a investigação que já decorre há mais de quatro meses, foram recolhidas provas com sustentação sólida que indicam que o suspeito é o autor do triplo homicídio e da ocultação dos corpos. O suspeito é acusado do crime de homicídio das três pessoas desaparecidas e do crime de ocultação de cadáver. A moldura penal aplicável ao primeiro crime vai entre os oito e os dezasseis anos de prisão. Neste caso, na minha opinião não estamos perante um caso de homicídio simples (art.131º CP), mas sim perante um caso de homicídio qualificado (art.132º CP) cuja moldura penal varia entre os doze e os vinte e cinco anos de prisão. A designação correcta do segundo crime é profanação de cadáver (art.254º CP) e é punido com pena de prisão até dois anos ou pena de multa até 240 dias.
Não se adivinha fácil a localização dos corpos das três pessoas desaparecidas como já admitiu a Policia Judiciária pelo facto do suspeito remeter-se ao silêncio e quando presta declarações, elas são muito contraditórias e de pouca veracidade.     

 Face ao término do prazo da prisão preventiva, o MP já deduziu a acusação e indiciou Francisco Leitão da prática de quatro crimes de homicidio, quatro crimes de ocultação de cadáver, um crime de falsificação de documentos e outro de detenção de arma proibida.
As pericias forenses de que foi alvo revelam Francisco Leitão como um assassino frio e sem escrupulos. 

Em curso, a Policia Judiciária está a investigar os alegados abusos sexuais ocorridos numa espécie de masmorra descoberta nas traseiras da casa do suspeito. Terão sido abusados vários jovens que estariam drogados.

Os peritos do Instituto Nacional de Medicina Legal já elaboraram o relatório com o perfil psicológico do alegado homicida. Segundo o relatório, Francisco Leitão é manipulador, frio, narcisista, anti-social, psicopata, emocionalmente instável e perturbado. A principal conclusão é que o suspeito é imputável, logo pode responder pelos crimes que alegadamente cometeu.




sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O crime de violação em Portugal

Em 2010, registaram-se 424 casos de violação em Portugal. Os números são os mais elevados de sempre, mas infelizmente ficam muito aquém da realidade, uma vez que grande parte das vitimas não apresenta queixa ou elimina os vestígios que incriminam os agressores. Os casos de violação são cada vez mais violentos.
Muitas vitimas não apresentam queixa por medo ou por vergonha e outras quando ganham coragem para apresentar queixa por vezes é tarde de mais.

As vitimas têm tendência e naturalmente se compreende que queiram eliminar ou destruir tudo aquilo que as faça lembrar a violação. No entanto, as vitimas ao lavarem as roupas que utilizavam na momento da violação e ao lavarem os próprios corpos estão a destruir vestígios biológicos pertencentes ao agressor que são de uma enorme importância para a investigação das autoridades.
As vitimas destroem os vestígios porque não sabem os procedimentos que devem seguir nestes casos.

Assim sendo, se for vitima de violação deve seguir os seguintes conselhos:

  • Não lave as roupas que usava e guarde-as num saco
  • Não lave o corpo e dirija-se assim que puder a um hospital ou a um centro de saúde, solicitando a realização de exames médicos que confirmem a violação
  • Apresente queixa do crime às autoridades porque a abertura do procedimento criminal está dependente da vontade da vitima. 

Nos últimos dias, nas regiões de Lisboa e do Algarve, ocorreram vários casos de violação de turistas estrangeiras. A maioria dos casos, aconteceu no Algarve, destino muito procurado por esta altura para passar férias.


O primeiro caso aconteceu em Lisboa no passado dia 7 e teve como vítima, uma turista italiana com 25 anos, recém-licenciada, que tinha chegado a Lisboa na sexta feira dia 5, após uma viagem pela Europa, quando foi abordada  junto à estação de metro de Arroios, por um homem que se ofereceu para lhe indicar o caminho do hotel mas acabou por levá-la para a pensão onde estava hospedado. O sequestro durou até domingo, quando a italiana conseguiu fugir.
O agressor foi presente ao tribunal, mas o juiz deixou-o sair em liberdade, ficando apenas obrigado a apresentar-se quinzenalmente na esquadra. 


O ultimo caso, ocorreu no inicio desta semana no Algarve, quando uma turista italiana de 30 anos foi arrastada para o areal por três indivíduos quando estava na rua a fumar um cigarro. No areal, enquanto dois indivíduos a agarravam, o terceiro consumava a violação. Os três agressores já foram identificados pela Policia Judiciária, mas como a vitima preferiu não apresentar queixa, não serão alvo de acusação e detenção. A vitima quer esquecer o terror que viveu e coloca assim um ponto final.


 Preocupa o facto de se saber que a taxa de reincidência neste crime é muito elevada.

Face à gravidade do crime e ao aumento do número de casos, continua a fazer sentido que o crime de violação careça de queixa por parte da vitima para a abertura de procedimento criminal?





terça-feira, 16 de agosto de 2011

Perigos presentes nas praias

Em plena época balnear, milhares de portugueses aproveitam o tempo quente para ir à praia, refrescarem-se no mar, bronzearem o corpo e deixarem as crianças, brincarem na areia.
Porém, apesar da praia ser um óptimo local para se passar as férias, a verdade é que existem perigos na qual temos de estar atentos.

Destaco os seguintes perigos:

  • Afogamentos
  • Quedas de Falésias
  • Furtos (com recurso aos métodos do esticão e carteirista) 
  • Poluição  

Ano após ano, dezenas de pessoas morrem nas praias, vitimas de afogamento. Infelizmente, a maioria dos afogamentos ocorre nas praias fluviais, pelo facto de estas praias não serem vigiadas por um nadador-salvador, ao contrário do que se passa com as outras praias. 
Para inverter este cenário negro, cada um de nós deve assegurar a sua própria segurança. Para tal, é importante seguir alguns conselhos como:
  1. Respeitar sempre a indicação das bandeiras
  2. Não se "aventure" no mar. Não se distancie demasiado da praia. 
  3. Muita atenção às correntes marítimas
  4. Se tem consigo crianças, muita atenção. Tenha as crianças sempre debaixo de olho e não as deixe ir sozinhas ao mar. Se as crianças pretenderem ir até à água, devem estar equipadas com braçadeiras e colectes salva-vidas e um adulto deve acompanha-las.
 Para uma criança se afogar, não é necessário uma grande profundidade. Basta um palmo ou dois de agua.  

As falésias têm dado que falar nos últimos tempos. Quem não se recorda da queda da falésia na praia Maria Luísa em Albufeira que vitimou cinco pessoas e ainda causou ferimentos em três pessoas há dois anos?
Ontem, na praia de S.Bernardino em Peniche, seis pessoas ficaram feridas na sequência da queda de uma falésia.

Os avisos alertando para o perigo continuam a ser ignorados, e se a atitude das pessoas não mudar, mais casos surgirão nos próximos tempos. O conselho que deixo é que não ignorem os avisos. Se encontrarem uma placa que proíbe a aproximação da falésia, respeitem e desloquem-se para outro local, porque se arriscarem, de um momento para o outro, ela face à sua instabilidade pode cair e resultar em desfechos trágicos.

Outra chamada de atenção vai para os furtos que ocorrem . Na ida ao mar, algumas pessoas aproveitam para furtarem o que está à mão, aproveitando a falta de vigilância. 
A fim de evitar ser mais uma vitima dos larápios, nunca deve deixar a sua tenda sem ninguém a vigia-la. Se tem consigo mais pessoas, nunca devem ir todos ao mar simultaneamente e não pense que está seguro e que não lhe vai acontecer nada. As coisas acontecem quando menos se espera.

Por fim apelo ao civismo dos utentes da praia para que não a poluam e a deixem tal e qual como a encontraram.



    




sábado, 13 de agosto de 2011

Acidentes domésticos

O tema de hoje é os acidentes domésticos.

Diariamente, todos nós não estamos livres de escorregar, tropeçar em algum obstáculo, cairmos à agua acidentalmente, ingerir um produto tóxico pelo facto do frasco não ter rótulo ou do rotulo estar trocado...
Apesar de me ter referido a todos nós, a minha chamada de atenção vai especialmente para as crianças cuja probabilidade de ocorrer um acidente doméstico é mais elevada, fruto da própria natureza das crianças, já que gostam de mexer em tudo.

Muitos dos acidentes domésticos resultam em lesões graves ou até mesmo na perda de vidas humanas.
No entanto, podemos evitar a sua ocorrência seguindo algumas precauções:

  • Os produtos tóxicos devem estar guardados em local apropriado e longe do alcance das crianças.
  • Todos os produtos devem ter rótulo.
  • As piscinas, tanques e poços devem estar protegidos através de vedações ou grades e devidamente sinalizados, por  forma a que as crianças não consigam entrar e correrem o risco de se afogarem.
  • As tomadas eléctricas devem um mecanismo de protecção próprio de modo a impedirem as crianças de apanharem choques eléctricos, por introduzirem os dedos ou quaisquer objectos.
  • Quando tiver a intenção de oferecer um brinquedo a uma criança, tenha em atenção a idade recomendada e as indicações apresentadas ( p.ex. normas da UE).
  • Atenção aos brinquedos muitos pequenos (ditos "brindes"), porque podem causar asfixia.
  • Na praia, num parque aquático ou na piscina de casa, vigie sempre a criança e não tire os olhos dela nem por um segundo. A mais pequena "falha" pode ser fatal. Nestas situações, o risco de afogamento é muito elevado. A morte por esta causa é rápida e silenciosa. Quando se aperceber, já é tarde de mais e não há nada que possa fazer. As crianças devem usar sempre braçadeiras e colectes salva-vidas.
  • Nas varandas, a grades de protecção tem de ter no mínimo 110 cm de altura e a distância entre os prumos não deve ser superior a 10 cm.
  • Não cubra os aquecedores e os candeeiros pois existe o perigo de deflagração de um incêndio.
  • Tenha os corredores, as entradas e as saídas desobstruídas sem móveis ou outros obstáculos por perto, de modo a facilitar a passagem. 
  • Se utiliza banheira, coloque um tapete antiderrapante de forma a evitar quedas. Com a superfície molhada, facilmente pode desequilibrar-se e cair.
  • Não deixe uma criança sozinha na cozinha, pois são muitos os perigos à espreita como o fogão, facas e outros objectos cortantes e perfurantes, tomadas eléctricas,  produtos tóxicos além de muitos outros.        


Se seguir estes e outros conselhos, diminui consideravelmente as hipóteses de ter um acidente doméstico.





quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O tribunal de Torres Vedras acautelou a protecção das vitimas?



Motorista escolar suspeito de abusos sexuais em Torres Vedras.



"Um homem é suspeito de ter abusado sexualmente de cinco meninas entre os 3 e os 10 anos em Torres Vedras. Trata-se do antigo motorista escolar da Junta de Freguesia de Outeiro da Cabeça. Os abusos terão sido cometidos durante mais de quatro anos. Uma das menores que terá sido abusada é familiar do suspeito e continua a visitar o arguido, com autorização dos pais, na casa onde o homem está em prisão domiciliária".


Apresento este caso da qual tive conhecimento hoje, que chocou-me e na qual questionei-me se a decisão do tribunal foi correcta, ao colocar um individuo suspeito de abusar de várias crianças em prisão domiciliária a poucos metros das casas onde elas vivem. As vitimas e os seus familiares estão constantemente sujeitos a uma grande pressão psicológica e as vitimas amedrontadas com medo de que os abusos possam acontecer de novo. É um trauma que não vai desaparecer ao saberem que o individuo que as abusou está em casa a poucos metros delas.

Aconselho vivamente a visualização da reportagem que pode ser vista acedendo  http://sicnoticias.sapo.pt/pais/article724991.ece


Gostaria de saber a vossa opinião relativamente a este caso.